Dieta mediterrânea e longevidade

Em 04 de janeiro de 2017, o ciclista  Robert Marchand bateu seu record na categoria acima de 100 anos. Nascido em 26 de novembro de 1911, o francês de 105 anos pedalou 22,547km em 1 hora. Em 2012, ela já havia estabelecida a marca de 26,927km no mesmo tempo. Quando perguntado sobre o segredo de sua longevidade, além do exercício diário, Marchand respondeu que come muitos egetais, pouca carne e toma café em pequenas quantidades.

Marchand é um exemplo vivo do “paradoxo francês”, que se refere ao fato dos franceses consumirem gorduras saturadas e pouco sofrerem com doenças crônicas, como aterosclerose do coração, aumento de colesterol e diabetes. O paradoxo francês está relacionado ao estilo de vida mediterrâneo, baseado numa dieta muito semelhante a qual Robert Marchand é adepto. As caminhadas também fazem parte desse estilo de vida, muito pesquisado e relacionado com a longevidade das pessoas adeptas.

Principais componentes da Dieta Mediterrânea

Apesar do consumo de massas e pães, esses alimentos são feitos à base de grãos integrais, mantendo uma grande quantidade de fibras e vitaminas do complexo B. As fibras também são largamente ingeridas através do consumo de verduras, legumes e frutas. A fonte protéica é predominantemente a carne de peixe e os derivados do leite, sendo usado o leite integral, sendo baixo o consumo de carne vermelha. A gordura saturada vem dessas fontes e as gorduras insaturadas estão muito presentes provenientes do uso de azeite de oliva e oleaginosas. O vinho é consumido em moderação e sua ação oxidante (através do resveratrol) é potencializada pelos antioxidantes presentes no hotrifruti e nos peixes (ômega3).

A França é um país com história de supercentenários (pessoas com idade acima de 110 anos) e mais um francês mostrou ao mundo os benefícios desse estilo de vida, onde a alimentação e o exercício se somam para contribuir para uma vida longa, saudável e produtiva.

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