Superando o câncer de mama com exercícios

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O papel do exercício na prevenção e superação do câncer de mama

No Outubro Rosa, vale a lembrança que o câncer de mama é a quinta causa de câncer no mundo, com mais de 500 milhões de mortes, e é a principal causa de mortes por câncer em mulheres. Aproximadamente 20% dos casos, são de natureza agressiva, com metástases à distância (ou seja, o câncer que espalhou para outros órgãos). Apesar disso, na última década, o número de casos não aumentou e a mortalidade caiu devido aos avanços de diagnóstico e tratamento.

Alguns fatores de risco já são conhecidos, como a obesidade, que aumenta o risco em até 40%, principlamente nas mulheres que já entraram na menopausa. Mulheres obesas e sedentárias fazem parte de 25 a 33% de todos os casos de câncer de mama. Um dos maiores fatores protetores para câncer é a realização regular de exercício físico moderado, porém a adesão a programas de exercicio é muito pequena. Para você ter noção, menos de 10% da população adulta dos Estados Unidos pratica exercício. Não temos esses dados no Brasil!

Exercício sempre é recomendado para a diminuir os riscos de doença cardiovascular e somente em 2007 que começou-se a falar de exercício como estratégia para prevenção de câncer, mais de 26 tipos para ser exata. O acompanhamento de 1,5 milhão de pessoas nos EUA e na Europa mostrou que quanto maior a quantidade e a intensidade do exercício, menor era o risco de desenvolver 13 tipos de câncer, entre eles, o de mama. Mesmo que a mulher fosse obesa ou que fumasse, ainda assim, o exercício tinha uma ação protetora.

E as mulheres que já tinham diagnóstico de câncer de mama?

Após o diagnóstico, quem fez exercício antes da operação teve uma recuperação mais rápida no pós-operatório. Mulheres que praticaram exercício durante o tratamento de quimioterapia tiveram menos efeitos colaterais, com melhora da capacidade funcional e redução da fadiga no período. Além dos exercícios aeróbicos e de força, mulheres que praticaram Yoga, incorporando meditação e exercícios respiratórios, relataram melhora da qualidade de vida a curto prazo.

Muitas mulheres deixam de praticar exercício no pós-operatório por conta do linfedema, o inchaço que fica no braço do lado operado. Mas, com aprovação e liberação médica, elas podem realizar musculação de 2 a 3 vezes na semana, em dias não consecutivos, pois esse tipo de exercício não causa piora do linfedema.

Além da prevenção, o exercício evita complicações

O próprio tratamento do câncer de mama leva a aumento da gordura corporal e perda de massa muscular, o que pode levar à obesidade, aumentando as chances de recorrência da doença. Mais uma vez, o exercício é necessário como prevenção secundária, pois vai melhorar a composição corporal, aumentando a massa magra e ajudando na redução do índice de massa corporal (IMC, que deve ficar abaixo de 30kg/m²).

Existe muita resistência das pessoas fazerem exercícios quando não estão doentes e isso pode piorar quando recebem o diagnóstico de uma doença grave como o câncer de mama. Para tentar engajar essas mulheres, protocolos de exercício com jogos interativos de videogames ou usando vídeos de exercício da internet foram testados e mostraram bons resultados, melhorando a qualidade de vida e a força muscular e diminuindo a fadiga.

Uma luta de todos

Cabe aos profissionais da saúde, aos familiares e amigos explicar os benefícios do exercício, mesmo após o diagnóstico do câncer de mama, até para quem nunca fez exercício antes. Agora que você tem mais certeza ainda de como o exercício pode evitar essa doença ou melhorar a qualidade de vida de quem está enfrentando ela, inspire-se para praticar uma atividade ou para incentivar alguém. Para quem acabou de ter o diagnóstico de câncer ou já está passando pelo tratamento, mostre-se que você se importa e compartilhe esse artigo.