Mais músculos: com mais proteína ou com mais leucina?

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A leucina é um aminoácido essencial, do grupo dos aminoácidos de cadeia ramificada ou BCAA (branched chain amino acids), que encontramos em vários suplementos, como o whey protein, as preparações de BCAA e até na forma isolada.
Muito se discute sobre o papel da leucina sobre o ganho de massa muscular, até então atribuída aos aminoácidos essenciais ou aos BCAA. Várias pesquisas mostram que a leucina ativa proteínas responsáveis pela produção de estruturas musculares, aumentando o ganho de massa muscular através de mecanismos moleculares complexos.
Um estudo recente, publicado no American Journal Of Clinical Nutrition, mostrou que homens adultos, praticantes de treino de força (musculação), conseguiam níveis de síntese muscular semelhantes, seja consumindo 25g de proteína ( aproximadamente 1 scoop de whey) ou consumindo uma bebida com pouca proteína (6,25g), mas rica em leucina (5g).
O mesmo grupo de pesquisadores já pesquisava efeitos da leucina e este estudo mostrou que doses subótimas de proteína acrescidas de leucina estimulam o ganho muscular após o treino de força.
A grande vantagem desta descoberta é conseguir doses totais menores de proteína sem prejuízo para a massa muscular. Isso é muito importante em algumas doenças que não permitem consumo de grandes quantidades de proteína, como a insuficiência renal crônica ou a cirrose hepática.
Pessoas veganas, vegetarianos restritos, também podem se beneficiar desta estratégia, porque nem sempre conseguem atingir as necessidades diárias de proteína. Vale lembrar que muitos atletas optam por adotar esta dieta e precisam manter sua musculatura.
Manter a massa muscular também é importante em idosos, para evitar a sarcopenia (perda crônica de massa muscular), que pode comprometer sua saúde.
Proteína vai muito além dos atletas. É um macronutriente essencial, que faz parte da dieta balanceada e suas necessidades diárias devem ser respeitadas.